domingo, 16 de junho de 2013

Situação de Aprendizagem - Texto "AVESTRUZ" - MÁRIO PRATA Por Elaine Catarina

BIOGRAFIA -  MÁRIO PRATA



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Mario Prata é um escritor, dramaturgo, jornalista e cronista brasileiro. É natural de Uberaba, Minas Gerais, mas viveu boa parte da infância e adolescência em Lins, interior de São Paulo. Em mais de 50 anos de escrita, tem no currículo 3 mil crônicas e cerca de 80 títulos, entre romances, livros de contos, roteiros e peças teatrais. Na carreira, recebeu 18 prêmios nacionais e estrangeiros, com obras reconhecidas no cinema, literatura, teatro e televisão.
  1.    marioprata.net/sabe-o-mario

ENTREVISTA COM MÁRIO PRATA




Entrevista com Mário Prata - Livraria Cultura - Youtube



Por: Elaine C. Genesini Bressane Cruz
REFLEXÃO – LETRAMENTO  E CAPACIDADES DE LEITURA PARA CIDADANIA, da autora  Roxane  Rojo
Curso de capacitação para professores - Melhor Gestão, Melhor Ensino
 “ Aprender a ler é muito mais do que decodificar sílabas, vocábulos ou ler um texto, é interagir com ele em seu vários níveis de dificuldades e implícitos, é descobrir o que se fala nas entrelinhas, na voz do narrador. É saber conversar e criticar e buscar os porquês do que se está exposto. É criar novas idéias e a partir delas conhecer as próprias. É falar para todos o que se concretizou e se  reafirmou em pensamentos, é desabrochar para o outro com a expectativa de compartilhar mundos diversos, é escapar da literalidade do texto e interpretá-lo, colocando-o em comparação com outros de diversos gêneros. É visualizar-se pelas palavras para um mundo ainda não conhecido e dele fazer pontes e mais pontes. É viver intensamente na vida do outro e dela fazer parte. É acordar para a plenitude e enxergar do mais distante para o mais próximo. É esclarecer-se, sem precisar necessariamente conhecer o outro, é um querer que se aproxima e forma outras vidas para poder amar e se entender.”  Autora: Elaine C. Bressane

Texto - Avestruz

Avistei uma ave
Vinda de muito longe
Esperei para me aproximar
Sabia que poderia me estranhar.                                      
Todos ficaram olhando
Raridade um bicho daquele
Uns ficaram cochichando
Zum, zum, zum... Era a ave do menino inocente!
Autora: Elaine C. Bressane


CURSO MELHOR GESTÃO / MELHOR ENSINO – 2013
Professora: Andréia Brandão
Construção de uma situação de aprendizagem
Texto: Avestruz        Autor– Mário Prata
Público Alvo – 7º ano – Ensino Fundamental
Tempo previsto – 06 aulas

OBJETIVO: Desenvolver nos alunos a capacidade de leitura e escrita como formas de valorização da linguagem, mediante à esquematização de aprendizagem relacionada abaixo:
1-       Ativação de conhecimentos de mundo: antecipação ou predição; checagem de hipóteses
Após o título ser apresentado aos alunos, haverá um questionamento para formular previsões sobre o texto:
a)       Você conhece esta ave? Como ela é? Onde imagina que ela viva? O que come?

2-       Localização de informação: comparação de informações; generalizações.
Depois da leitura atenta do texto “Avestruz”, preencher o questionário sobre a ave:

§        Nome científico da ave avestruz:
§        Peso:
§        Altura:
§        Perspectiva de vida
§        Período de gestação:
§        Número de filhotes por cria:
§        Comportamento:

3-       Produção de inferências locais, produção de inferências globais.
a)      Inferências locais:

§         Fazer com que os alunos procurem as palavras não compreendidas no contexto sem a ajuda de um dicionário,  através do questionamento com o professor.
§         Encorajar o aluno a procurar uma evidência específica e verificar com o professor se as conclusões estão de acordo;
§         Discutir sobre os significados alternativos para as ideias surgidas e então construir um sentido geral do que está sendo discutido

b)      Inferências globais:
§         Neste caso discutir a proporcionalidade do animal, problematizar  sua criação num apartamento.
Como inferência global usa sua origem, adaptação e criação.

4-       Recuperação do contexto de produção: definição de finalidade e metas da atividade de leitura:
Fazer um questionamento com a classe sobre o gênero textual  “Crônica” através das perguntas:

§         Vocês já ouviram falar na palavra crônica?
§         Que significados esta palavra sugere?
§         Onde podemos encontrar este gênero textual?
§         Vocês já leram crônicas?
§         Quais partes do texto “Avestruz” podem comprovar que é uma crônica?

5-       A- Percepção das relações de intertextualidade:
Ler o texto: Coisa de menino, coisa de menina... texto retirado do blog (desabafo de mãe) para a classe e pedir a opinião dos alunos em relação ao comportamento do menino.
§         Em que esses comportamentos se assemelham?
§         Como os interlocutores dos dois textos reagem em relação aos pedidos dos filhos?

B- Percepção das relações de interdiscursividade
“Na hora de criar um avestruz, deus devia estar muito cansado e cometeu alguns erros.”
“...Mas eu estava falando de sua criação por deus...”
“...sacanagem, senhor.”
Pode-se identificar nesses fragmentos quais aspectos da criação do mundo, relatadas em Gênesis na Bíblia?

6-       Percepção de outras linguagens: elaboração de apreciações estéticas e/ou afetivas; elaboração de apreciações relativas a valores éticos e/ou políticos.

§        Qual a parte da história que mais se identifica com você? No que se assemelha?
§        Quais as qualidades da personagem principal que se assemelha a você?
§        Você trocaria de pedido?
§        Qual bicho você escolheria? Por quê?
§        Você acha o pedido do menino um absurdo? Por quê?
§        Como você acha que seus pais reagiriam diante de um pedido como esse?
§        Você já pediu algo diferente para seus pais? O que pediu? Qual foi a reação deles?
§        Como são estabelecidas as regras de convivência em sua casa?

7- Produção Textual:
Imagine agora que você conheceu esse menino pelo “facebook” e teve a curiosidade de fazer uma entrevista com ele.
Crie 10 perguntas e respostas que  esclareçam para o leitor o porquê da insistência em ganhar um avestruz de presente.

8- Avaliação: Feitura dos exercícios, participação nos questionamentos e no debate, pesquisa e elaboração de uma entrevista. A avaliação será contínua, levando em consideração alguns critérios:

Desenvolvimento das habilidades durante a leitura:
a-      Hipóteses feitas pelo aluno;
b-       Compreende o texto a partir das inferências feitas pelo professor;
c-       Busca estratégias para compreender e solucionar uma situação que não compreenda;
d-       Velocidade e compreensão global do texto.
 
Desenvolvimento das habilidades após a leitura:
a-      Identifica o tema do texto lido e a idéia principal;
b-      Compreensão dos elementos implícitos do texto;
c-       Sintetiza o texto lido.

9- Anexos- Intertextualidade

1-Home » educação » Coisa de Menino ou Coisa de Menina?
2-Texto : Do todo mundo
3- Vídeo- Coisa de menino, coisa de menina – Pé na rua.

 TEXTO I

Coisa de Menino ou Coisa de Menina?

Mais uma coluna imperdível da psicóloga Rosely Sayão publicada no jornal “A Folha de São Paulo” do dia 28 de maio de 2013.
 “Acompanho com regularidade blogs escritos por mães a respeito da maternidade, do relacionamento com os filhos e das dificuldades que encontram na educação deles.
Fico impressionada ao constatar como há gente que reflita, que pensa a educação, que aprende com os erros cometidos e está sempre disposta a compartilhar tudo com outras mães e outros pais. Além disso, é uma delícia ler textos bem escritos, bem-humorados e criativos.
Um dia desses, em um desses blogs que sigo, vi uma foto que quase não precisou de texto para expressar a opinião dessa mãe. Duas garotas, com menos de oito anos, riam para a câmera exibindo com alegria as fantasias que vestiam. De Batman e Robin. Uma única frase acompanhou a foto: “Para meninas com personalidade”.
Estava claro. Essa mãe questionava o que convencionamos separar como brinquedos e brincadeiras de meninos e de meninas. É sobre essa questão a nossa conversa.
Até a primeira metade do século 20, os estereótipos a respeito do que era adequado para meninas e para meninos era quase consenso social. Azul para meninos, rosa para meninas; carrinhos para meninos, bonecas para meninas; certas profissões para homens, outras para mulheres e assim por diante.
A partir dos anos 1960 tudo passou a mudar. Desconstruímos os rígidos papéis de homem e mulher e passamos a reconstruir novos, processo esse que ainda está em curso. Foram as crianças que mais ganharam com isso.
O colorido das fantasias, inclusive de bailarina, dos adereços femininos, da maquiagem, das vestimentas e dos calçados de salto etc. passou também a habitar a vida dos meninos; carros, ferramentas, espadas, bolas etc. se transformaram também em coisas de menina.
Não foi –e ainda não é– sem temor por parte dos adultos que isso aconteceu. Meninas jogando futebol? Meninos brincando de casinha? Um estranhamento tomou conta de muitos pais, que manifestam resistência a esse novo estilo de vida. Os motivos? O principal, além da quebra de uma tradição, diz respeito à sexualidade, é claro.
Professoras e coordenadoras de escolas de educação infantil ainda costumam ouvir reclamações de mães sobre brincadeiras na escola que os filhos relatam e que escapam aos estereótipos em vigor, um pouco mais fracos, mas que ainda valem para muita gente. A maioria das reclamações vem da parte de mães e pais de meninos. Não é interessante esse fato?
Sabemos que preconceitos e estereótipos solidamente colocados na sociedade demoram a ser transformados e substituídos. É responsabilidade das organizações colaborarem nesse processo.
Muitas escolas, principalmente de educação infantil, têm dado valiosa contribuição para que esses estereótipos e preconceitos de que falamos enfraqueçam. Mas elas podem melhorar.
Aí, em pleno século 21, empresas oferecem produtos em embalagens diferentes para meninas e para meninos! Exemplo? Chocolate rosa para elas e azul para eles, com brindes considerados femininos e outros masculinos.
E ainda justificam que esse é um anseio do seu grupo consumidor. Ora, se o consumidor sempre tivesse razão, o mundo estaria muito mais atrasado. Talvez não tivéssemos carros e aviões, e sim carroças de boi sofisticadas.
Muito se fala a respeito da responsabilidade social. Empresas exploram esse conceito principalmente para transformá-lo em marketing.
A decisão de comercializar produtos dirigidos para meninas e para meninos é uma ação que expressa uma total irresponsabilidade social, não é verdade?”
Fonte:www.uol.com.br
vídeo- youtube -Coisa de menino, coisa de menina- Pé na rua

TEXTO II
De todo mundo!
Cor de menina, cor de menino. Atividade de menina, atividade de menino. Coisa de menina, coisa de menino. Como eu queria que esses termos tivessem caído com a reforma ortográfica ou o manual do respeito e educação garatujístico (tá, esse ainda não existe no papel!).
Só pra você ter uma ideia, a loja de brinquedos mais incrível de Londres tinha um andar para as meninas e outro para os meninos, tudo sinalizado com rosa para elas e azul para eles. Até que no ano passado, depois de muita crítica, a Hamleys resolveu trocar as placas e a disposição dos brinquedos para criar um mundo único, como deve ser. Viva!
Nada de uma parte para os meninos e outro para as meninas. Os brinquedos agora são divididos por tipos e a criança brinca do que ela quer, com aquilo que ela gosta, que a deixa feliz, oras, afinal os rótulos vêm dos adultos e são um equívoco! Pior: quem perde com esse tipo de coisa é a criança, que além de não poder experimentar o que deseja, cresce numa bolha de preconceitos embutidos – muitas vezes, os pais não se dão conta do que isso pode trazer no futuro.
Na onda rosa, um projeto britânico chamado Pinkstinks (ou Pink Fede) usa todas as suas forças para mostrar que esse mundo das meninas é uma tremenda e prejudicial jogada de marketing, além do termo sexismo. Através de campanhas, os idealizadores tentam mudar a cabeça das pessoas que separam os gêneros por cores e, mais do que isso, ficam reféns da indústria pink e de tudo que ela gera: um bombardeio de produtos que tornam as meninas mais meninas. Balela que a publicidade não poupa e que, aos poucos, cria linhas do que é  ”certo” ser ou “necessário” ter.
Foi depois de ver as duas filhas dizendo que um brinquedo de fazenda era coisa de menino, que Emma Moore resolveu, com sua irmã, fundar o Pinkstinks. Nele, ela deixa claro que há mais de uma forma de ser menina. E que isso está muito longe do mundo das princesas.
A discussão vai longe e merece não apenas este post, mas uma reportagem bonita. O que a gente faz com as crianças, aquilo que muitos pais consideram apenas algo simbólico ou uma frase, traz consequências para o resto da vida: na forma como os pequenos se relacionam, fazem escolhas, tratam as pessoas, veem as diferenças. Chega de ”não vai brincar de boneca, usar rosa ou fazer balé porque isso são coisas de menina”, “como você é menina você tem de fazer balé e não futebol, “para de brincar de luta e monstros e comporte-se como uma menina”, “menino não chora”, “essa cor, não, boneca também não porque você é menino”.
Hoje, em algumas escolas, meninos têm contato com o até então mundo das meninas em aulas de cozinha ou casinha. Mas ainda há bastante preconceito por parte dos pais e mães que defendem as filhas princesas e os filhos machões. Interessante é ver como faz a Egalia, em Estocolmo, uma escola que trabalha com a neutralização total dos gêneros. Nem os pronomes pessoais (ele e ela) são usados. Os professores ali usam a palavra colega para se referir às crianças.
Nos livros escolhidos, não há identificação de mãe e pai como feminino e masculino. E as crianças podem se vestir e brincar com o que quiserem. É interessante olhar esse outro caminho (dica excelente da Claudia Souza, que foi atualizada aqui após a publicação do post). Numa continuação a este assunto, está aqui a melhor matéria que eu li em 2012: “O que há de tão ruim em um garoto que quer usar saia?”
Como disse, há de se aprofundar no tema e estudar respostas, consequências, caminhos. A questão das cores e dos hábitos, que me trouxeram a esse assunto, é só um começo sobre o que temos de aprender e refletir. Essa questão do gênero vai longe, mas uma coisa é certa: o mundo, assim como as cores e os brinquedos, é de todo mundo. E é ensinando assim que a gente vai ver crescer crianças felizes, saudáveis e respeitosas não somente com o sexo oposto, mas com as escolhas sexuais.
[Atualização: 7 de janeiro de 2013. Hoje recebi de uma amiga uma história exatamente sobre esse assunto, publicada no blog da Rutu Modan (The New York Times) em 2007.

garatujasfantasticas.com

Leitura complementar     

O QUE É CRÔNICA?
 "O importante é o que importa,
pois o que importa é o importante." (Pedro César Alves)

DEFINIÇÃO
                Segundo alguns autores, crônica pode ser:
01 – Uma narração, segundo a ordem temporal. O termo é atribuído, por exemplo, aos noticiários dos jornais, comentários literários ou científicos, que preenchem periodicamente as páginas de um jornal.
02 – Uma narração histórica pela ordem do tempo em que os fatos ocorreram; conjunto de notícias que circulam sobre pessoas; seção de jornal onde se comentam notícias e fatos quotidianos; história da vida de um rei; biografia escandalosa.
03 – No âmbito da literatura e da história, o texto literário breve, em geral narrativo, de trama quase sempre pouco definida e motivos, na maior parte, extraídos do cotidiano imediato, constituindo-se também em uma compilação de fatos históricos apresentados segundo a ordem de sucessão no tempo.
04 – Texto que registra uma observação ou impressão sobre fatos cotidianos; pode narrar fatos reais em formato de ficção.
OBSERVAÇÃO – Originalmente a crônica limitava-se a relatos verídicos e nobres; entretanto, grandes escritores a partir do séc. XIX passam a cultivá-la, refletindo, com argúcia e oportunismo, a vida social, a política, os costumes, o cotidiano etc. do seu tempo em livros, jornais e folhetins. Na aplicação do descritor para acervo referente à literatura de cordel, use para festas e narrativa.
  Reproduzido aqui por:
Prof. Pedro César Alves.
   
           10- Bibliografia:
ROJO, Roxane. Letramento e capacidades de leitura para a cidadania. São Paulo:SEE: CENP, 2004.

11- Fontes:
            Vídeo: You tube- Coisas de menino, coisas de menina- Pé na rua. ( duração 9:42)
            Leitura complementar:   Definição: Crônica - Pedro César Alves





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