Leitura: matéria prima do saber
Espaço reservado para compartilharmos experiências boas, momentos inesquecíveis sobre nossos primeiros contatos com o mundo da leitura!
sábado, 29 de fevereiro de 2020
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Curso: Melhor Gestão, Melhor Ensino - Formação de Professores de Língua Portuguesa 2013
Curso Melhor Gestão, Melhor
Ensino
Formação de Professores de Língua
Portuguesa - 2013.
Professora Egiane Melo de Oliveira
Um texto é muito mais que palavras, por isso não pode ser cerceado em sua literalidade.
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM
Leitura e Análise do texto “Meu
primeiro beijo”, de Antônio Barreto.
Objetivo: Levar os alunos a
reconhecer a diversidade de textos, identificando diferentes gêneros e
contextos.
Público Alvo: 8ª série / 9º ano.
Tempo de duração: 6 a 8 aulas.
Conteúdo: capacidades de
compreensão
Competências / habilidades: ler,
analisar, discutir e escrever textos opinativos.
Recursos didáticos: xérox de
textos, lousa e giz, dicionário de Língua Portuguesa, internet
Avaliação: elaboração de fichas,
Produções orais e escritas.
A
finalidade desse trabalho é fazer uma Situação de Aprendizagem com o texto “Meu
primeiro beijo”, de Antônio Barreto desenvolvendo atividades com as capacidades
de leitura e letramentos, dando destaque para as estratégias de compreensão.
1-
Ativação
de conhecimento de mundo, antecipação ou predição, checagem de hipótese.
Sondagem:
leitura do texto pelo professor; pedir que os alunos respondam a uma enquete e
depois façam um debate oral acerca dos resultados. A enquete deverá conter as
questões abaixo, com duas possibilidades de resposta: sim ou não.
- “Estávamos virgens desse assunto.” Nesse trecho, a personagem refere-se ao seu primeiro beijo. Você já viveu essa experiência?
- Observe o trecho destacado do texto: “Você é a glicose do meu metabolismo.” Você acredita que a vida fica mais doce com o sabor do beijo?
- “Um beijo pode deixar a gente exausto”. Você concorda com essa afirmação?
- “... resolvi dar uma chance para ele, mesmo sem saber que tipo de lance ia rolar.” Você concorda com esse ponto de vista?
- “Estávamos virgens nesse assunto, e morrendo de medo (...)” É frequente a sensação de medo antes do primeiro beijo?
- “Desci, cheguei em casa, nos beijamos de novo no portão do prédio, e aí ficamos apaixonados por várias semanas.” A paixão surge, imediatamente, ao primeiro beijo?
2. A
localização de informação, comparação de informação, generalização.
Lição de casa:
Solicitar que recortem figuras cujo tema seja os
vários tipos de beijos: beijo de pai/mãe, beijo de irmão, beijo de amigo, beijo
de namorado, para a montagem de um painel.
3. A produção de inferências locais e globais.
> Para as inferências locais – o aluno deve
pesquisar o significado e o sentido de palavras desconhecidas, utilizando o
dicionário ou a internet.
> Para as Inferências globais – analisar o
sentido do termo “cultura inútil” e fazer, individualmente, uma tira em
quadrinhos com o tema.
4. A recuperação do contexto de produção,
definição de finalidades e metas da atividade de leitura.
Atividade em dupla:
Os alunos devem observar as características comuns
ao gênero, anotando-as e indicando-as a seguir:
Título da crônica:
Tema:
Acontecimentos / fatos
Com quem aconteceu?
Quando aconteceu?
Onde aconteceu?
Como aconteceu?
Por que aconteceu?
5 - Para
trabalhar a percepção das relações de intertextualidade, a proposta é
utilizar os textos “Meu primeiro beijo", de Antonio Barreto (1) e a letra de
música “O primeiro beijo”, de Art Biss (2).
Meu primeiro Beijo
É dificil acreditar, mas meu primeiro
beijo foi num ônibus, na volta da escola. E sabem com quem? Com o Cultura
Inútil! Pode? Até que foi legal. Nem eu nem ele sabíamos exatamente o que era
"o beijo". Só de filme. Estávamos virgens nesse assunto, e morrendo
de medo. Mas aprendemos. E foi assim... Não sei se numa aula de Biologia ou de
Química, o Culta tinha me mandado um dos seus milhares de bilhetinhos: "
Você é a glicose do meu metabolismo. Te amo muito! Paracelso" E assinou
com uma letrinha miúda: Paracelso. Paracelso era outro apelido dele. Assinou
com letrinha tão minúscula que quase tive dó, tive pena, instinto maternal,
coisas de mulher...E também não sei por que: resolvi dar uma chance pra ele,
mesmo sem saber que tipo de lance ia rolar. No dia seguinte, depois do inglês,
pediu pra me acompanhar até em casa. No ônibus, veio com o seguinte papo: - Um
beijo pode deixar a gente exausto, sabia? - Fiz cara de desentendida. Mas ele
continuou: - Dependendo do beijo, a gente põe em ação 29 músculos, consome
cerca de 12 calorias e acelera o coração de 70 para 150 batidas por minuto. -
Aí ele tomou coragem e pegou na minha mão. Mas continuou salivando seus
perdigotos: - A gente também gasta, na saliva, nada menos que 9 mg de água; 0,7
mg de albumina; 0,18 g de substâncias orgânica; 0,711 mg de matérias graxas;
0,45 mg de sais e pelo menos 250 bactérias... Aí o bactéria falante aproximou o
rosto do meu e, tremendo, tirou seus óculos, tirou os meus, e ficamos nos
olhando, de pertinho. O bastante para que eu descobrisse que, sem os óculos,
seus olhos eram bonitos e expressivos, azuis e brilhantes. E achei gostoso
aquele calorzinho que envolvia o corpo da gente. Ele beijou a pontinha do meu
nariz, fechei os olhos e senti sua respiração ofegante. Seus lábios tocaram os
meus. Primeiro de leve, depois com mais força, e então nos abraçamos de bocas
coladas, por alguns segundos. E de reperente o ônibus já havia chegado no ponto
final e já tínhamos transposto , juntos, o abismo do primeiro beijo. Desci,
cheguei em casa, nos beijamos de novo no portão do prédio, e aí ficamos
apaixonados por vária semanas. Até que o mundo rolou, as luas vieram e
voltaram, o tempo se esqueceu do tempo, as contas de telefone aumentaram,
depois diminuíram...e foi ficando nisso. Normal. Que nem meu primeiro beijo.
Mas foi inesquecível!
BARRETO, Antonio. Meu primeiro
beijo. Balada do primeiro amor. São Paulo: FTD, 1977. P. 134-6.
O Primeiro
Beijo
O gosto do primeiro beijo não vou esquecer
Você mostrou pra mim de onde nasce o prazer
Beijei a sua boca linda cheia de batom
Ficou a marca do seu beijo no meu coração
Depois daquele beijo doce veio o meu desejo
Só eu e você e um milhão de beijos
Envolvidos numa tentação...
O primeiro beijo é bom demais
Esse não esqueço nunca mais
Do gostinho doce do batom
O primeiro beijo foi tão bom...
ART BISS (WWW.terra.com.br)
Nessa sequência de leituras, o professor apresenta os dois textos, pedindo para:
a) Fazer
uma leitura silenciosa desses textos;
b)
Coletivamente, em voz alta, fazer novas leituras para experimentar outros modos
de ler.
Para
isso, podem ser levantadas as seguintes questões:
- O que
sabem sobre os gêneros aos quais pertencem os textos?
- Como
acham que deve ser a leitura desses dois textos?
- Quais
as entonações necessárias para frisar as informações do Texto (1) e do texto
(2)?
A seguir, pode-se dividir a classe em dois grandes grupos a fim de organizarem
fichas idênticas, com as seguintes informações:
Nome do texto
Nome do autor
Referência de publicação
Tema
Linguagem
Gênero textual
|
Texto (1) – grupo 1
|
Texto (2)- grupo 2
|
Após o preenchimento das fichas, com a ajuda do professor, os alunos devem
escrever um comentário com 10 linhas sobre a seguinte reflexão:
- Quais
marcas, indícios ou pistas encontradas nos textos permitem perceber as relações
de diferenças e semelhanças entre os dois textos?
6- A
percepção das relações de interdiscursividade.
Nesse
trabalho, é interessante compartilhar outras práticas, em outras disciplinas,
tais como: levar um professor de Biologia e/ ou um profissional da área da
Saúde para a sala de aula, com a finalidade de fazer uma roda de conversa com
os alunos sobre questões da sexualidade e outras relacionadas com a saúde e o
beijo.
7- A percepção
de outras linguagens. Com a ajuda do computador (Office Excel), fazer com
os alunos um gráfico com os dados da enquete na sala de informática da escola.
8- As
apreciações estéticas e afetivas.
Para essa
parte do trabalho, fazer uma breve discussão oral sobre a seguinte questão:
- Quais
as partes dos textos (1) e do texto (2) você mais apreciou? E por quê?
9- As
apreciações relativas a valores éticos e políticos,
Organizar
a sala de aula em círculo para articular um debate regrado, onde os alunos
possam escolher seu mediador e opinar sobre as seguintes questões polêmicas:
·
Como o
beijo é visto por sua família e em sua comunidade?
·
O autor
assume um papel parecido com o do personagem? Por quê?
10- Da
avaliação:
Esse
processo levará em conta o equilíbrio das habilidades desenvolvidas sem a
preocupação com atribuições de notas e conceitos, mas sim, em verificar se o
grupo soube:
-
compreender os textos apresentados, observando os gêneros e agrupamentos;
-
posicionar-se de modo crítico;
- estabelecer
as relações entre os textos
-
produzir textos orais e escritos;
-
utilizar a norma padrão em favor da produção textual.
Bibliografia:
BARRETO, Antonio. Meu primeiro beijo. Balada do primeiro amor. São Paulo: FTD, 1977. P. 134-6.
ROJO, Roxane. Letramento e capacidades de leitura para a cidadania. São Paulo: SEE: CENP, 2004
Art Biss - www.terra.com.br
Situação de Aprendizagem - Texto Avestruz - Danielle Gimenez
CURSO MELHOR GESTÃO / MELHOR ENSINO – 2013
Texto: Avestruz Autor– Mário Prata
Público Alvo – 7º ano – Ensino Fundamental
1- Ativação de conhecimentos de
mundo: antecipação ou predição; checagem de hipóteses
O
professor coloca o nome do texto na lousa antes de entrega-los para os alunos.
Em seguida questiona:
-
O que você sabe sobre o animal avestruz?
-
O que você espera encontrar em um texto com esse título?
-
Você já teve contato com esse animal? O que sentiu?
2- Localização de informação: comparação de informações;
generalizações.
-
Leitura individual do texto
-
Leitura do professor.
Após
as leituras acima, o professor volta a questionar os alunos:
-
O texto confirmou o que vocês esperavam dele?
-
Quais informações você adquiriu depois de ler o texto?
-
Quem contaria a história do Avestruz em poucas palavras?
3- Produção de inferências locais, produção de
inferências globais.
a) Inferências locais:
-
Vocês entenderam todo o texto?
-
Quais as palavras que não conhece?
Neste
momento, o professor questiona os alunos de quais palavras não conhece e as
anota na lousa. Então passa-se para as análises de vocabulário.
-
Por exemplo, a palavra atrofiada? Qual o significado dela dentro do texto?
Olhemos um pouco atrás para tentarmos identificar (trecho “Não devia mais ter
estoque de asas no paraíso, então colocou asas atrofiadas”.)
-
Você é capaz de construir uma frase com essa palavra com o mesmo sentido?
OBS:
Esse procedimento deverá acontecer com os outros vocábulos desconhecidos pelos
alunos. Caso não seja possível, daí então o professor recorrerá ao dicionário.
b) Inferências globais:
Chamar
a atenção para pistas que o autor deixa no texto, tais como escolhas lexicais
específicas:
1)
repetição da palavra avestruz o tempo todo;
2)
Ironia (o próprio uso do vocabulário avestruz, uma ave, aquele ser abominável,
Strutho, bando de avestruzes, gigolô de avestruz)
4- Recuperação do contexto de produção: definição
de finalidade e metas da atividade de leitura:
Nesta etapa, o professor sugeriria uma
pesquisa, dividida em grupos, sobre o autor, suas obras e suas características.
Depois os representantes dos grupos exporiam suas pesquisas e juntos chegariam
à conclusões do porque o texto foi escrito desta e não daquela maneira.
Com um texto simples e descontraído, trabalhar
a questão dos absurdos que acontecem no cotidiano.
5-
Percepção
das relações de intertextualidade:
Professor irá expor o poema “Avestruz” de
Penha Carvalho, conscientizando os alunos que o avestruz não é próprio para ser
criado como um bicho de estimação.
Em seguida, o professor apresentará o filme
“Os pinguins do papai” , onde o ator mostra a dificuldade em criar um animal
selvagem dentro de um apartamento.
Texto: “Avestruz” – Penha Carvalho
O galo cantou
A ovelha despertou
E estava com fome! O avestruz esperto
Papou tudo que
havia por perto.
Comeu melancia Feijão e ervilha
Tomate, capim
E a boneca da menina.
O galo brigou A menina chorou
O avestruz esperto,
Da confusão escapou.
A ovelha despertou
E estava com fome! O avestruz esperto
Papou tudo que
havia por perto.
Comeu melancia Feijão e ervilha
Tomate, capim
E a boneca da menina.
O galo brigou A menina chorou
O avestruz esperto,
Da confusão escapou.
6-
Percepção
de outras linguagens: elaboração de apreciações estéticas e/ou afetivas; elaboração
de apreciações relativas a valores éticos e/ou políticos.
Como próximo passo, o professor organizará uma
roda de conversa de forma a propiciar aos alunos apreciações estéticas e
afetivas, relativas a valores éticos e políticos do texto “Avestruz”
- Por que a palavra avestruz é tão repetida no
texto?
- O que sentiram ao ler o texto?
- Vocês concordam com a vontade do menino de
criar um avestruz em casa? Qual seria o bicho ideal?
- Se você pudesse criar um animal selvagem,
qual seria?
- Por que não podemos criar animais selvagens?
Bibliografia:
ROJO, Roxane. Letramento e
capacidades de leitura para a cidadania. São Paulo:SEE: CENP, 2004.
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